CARTA DO CARIBE
Três manifestações simultâneas a pedido de dezassete organizações: várias centenas de pessoas reuniram-se no domingo 1er Fevereiro, em frente às três principais bases militares americanas em Porto Rico, para protestar, mais uma vez, contra o regresso do exército a esta ilha das Grandes Antilhas sob soberania dos Estados Unidos, duas décadas após o encerramento de dois polémicos locais militares.
“Estamos indignados, rejeitamos esta remilitarização de Porto Rico”insiste o advogado Manuel Rodriguez Banchs ao telefone, enquanto se prepara para deixar a sua casa em San Juan para participar na manifestação planeada em frente à base Camp Santiago, em Salinas, no sul da ilha. Os Estados Unidos “ameaçam continuar usando Porto Rico como base para lançar suas intervenções na região”lamenta este membro da Democracia Socialista, uma organização ambientalista e anti-racista porto-riquenha.
Assim como o coletivo que está na origem da mobilização, o ativista denuncia “agressão imperialista contra a Venezuela”. “Não se trata de forma alguma de apoiar o governo do presidente Nicolás Maduro, mas de exigir o direito à autodeterminação do povo venezuelano”especifica Me Rodrigues Bancos.
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