
Moscou foi soterrada em janeiro pela pior nevasca em dois séculos, anunciaram na quinta-feira meteorologistas da Universidade Estadual de Moscou, culpando “ciclones profundos e extensos” que passaram sobre a região da capital russa.
A partir de 29 de janeiro, Moscovo registou uma queda de neve correspondente a uma precipitação de 92 mm, “o valor mais elevado dos últimos 203 anos”, nota a universidade na rede social VK. A temperatura também é 1,5°C inferior à média sazonal, que é de -6,2°C para janeiro, segundo esta instituição.
A quantidade “anormalmente elevada” de neve é o resultado da passagem sobre a região de Moscovo de “ciclones profundos e extensos com uma frente atmosférica intensificada”, explicou a Universidade Estatal de Moscovo no seu comunicado de imprensa.
Esta intensidade de neve na capital russa remonta a 1823, com precipitações de 122 mm na altura, acrescenta a universidade, alertando que “as observações feitas num passado tão distante podem não ser totalmente fiáveis”.
O segundo recorde foi registrado em janeiro de 2004 com 88,9 mm de precipitação.
“No total, em dois dias (terça e quarta), a capital recebeu 27 mm, ou mais da metade do valor mensal”, disse Tatiana Pozdniakova, meteorologista-chefe do serviço especializado Meteonovosti, no Telegram.
A neve atingiu mais de 60 cm de altura na capital na quinta-feira e algumas ruas foram transformadas em depósitos temporários para facilitar a limpeza de outras estradas.