Emmanuel Macron na abertura da cimeira “One Health”, em Lyon, 7 de abril de 2026.

Três dias de cimeira, mais de vinte ministros e chefes de estado, uma conferência que reúne 600 cientistas de todo o mundo… A cimeira “Uma Só Saúde”, organizada de 5 a 7 de abril em Lyon por ocasião do Dia Mundial da Saúde, destacou pela primeira vez a noção de “uma só saúde”, ou seja, a ideia de que a saúde humana, animal, vegetal e dos ecossistemas estão intimamente ligadas.

Apesar da qualidade e do entusiasmo das discussões, esta cimeira terminou sem medidas emblemáticas. Terá, no entanto, conseguido impor na agenda política internacional vários temas situados nos pontos de convergência de diferentes condições de saúde: a ameaça representada pelas doenças transmitidas por vetores – como a dengue ou a chikungunya -, a luta contra a resistência antimicrobiana (RAM) – ou seja, quando medicamentos como os antibióticos se tornam menos eficazes contra as infeções -, os sistemas alimentares sustentáveis ​​e a poluição ambiental, em particular os plásticos.

Um quadro muito teórico que o Presidente Emmanuel Macron quis colocar nas notícias do seu discurso de abertura: “Embora os desafios colocados pela saúde global exijam coordenação mais do que nunca, temos uma situação internacional que está em ruptura”. Diante de “guerras, divisões, reduções de contribuições, dúvidas expressadas por alguns sobre a nossa organização coletiva”o Sr. Macron quis destacar o “Cooperação internacional e interdisciplinar”.

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