La Barben, vila tranquila de 800 almas em Bouches-du-Rhône. O seu bonito castelo medieval erguido sobre um pico rochoso, a sua pequena igreja românica, o seu bosque de azinheiras que domina a região de Salonaise… Neste cenário de postal, a campanha municipal transformou-se, nas últimas semanas, num acerto de contas. No início de março, um auxiliar da equipe cessante contou Provença tendo recebido pelo correio duas caixas de cartuchos de espingarda – dramatizando uma eleição aparentemente sem grandes problemas.
Um assunto em particular domina os debates entre o prefeito (de direita diversa) Franck Santos, disputando um novo mandato, e seu concorrente, Jacques Cazaméa (sem rótulo), ex-oficial da Aeronáutica: o Rocher Mistral. Inaugurado em 2021 nos terrenos do castelo pelo empresário Vianney d’Alançon, este parque de diversões utiliza receitas de Puy du Fou, com sotaque provençal. Segundo os seus promotores, uma série de ataques da Câmara Municipal teria como alvo a estrutura – quase uma centena de procedimentos, afirmam.
Alerta vermelho: esquerdistas raivosos querem matar o establishment, mesmo que isso signifique atear fogo nele. Resposta imediata da comitiva do prefeito, para quem o Mistral Rock clama por perseguição enquanto arrasta atrás de si uma série de infrações: contornou o código de planejamento urbano, ignorou os padrões ecológicos, pisoteou as regras de bairro, espécies protegidas (murinos de orelhas soltas e águias de Bonelli) ameaçadas de extinção…
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