A vida de Abdoul Raouf Shaath como recém-casado durou apenas dezenove dias. No dia 2 de janeiro, vídeos postados no Instagram mostraram o cinegrafista jornalista sendo levantado por uma multidão de amigos risonhos comemorando seu casamento. Na quarta-feira, 21 de janeiro, os seus restos mortais foram transportados para o hospital Nasser em Khan Younes por uma multidão enlutada, segundo imagens transmitidas de Gaza. Israel ainda proíbe o acesso da imprensa estrangeira ao enclave palestiniano.
No saco branco para cadáveres, o homem conhecido pelos seus entes queridos como Abed Al-Shaath não estava sozinho. A bolsa também continha os restos mortais carbonizados de seus dois colegas, Mohammed Qeshta e Anas Ghneim. Um ataque israelense matou os três homens na quarta-feira. Segundo fontes médicas locais, os jornalistas foram atacados no início da tarde, quando acabavam de embarcar no veículo. O trio tinha acabado de filmar em nome do Comité de Ajuda Egípcio, no campo de Al-Zahra, um projeto de realojamento de deslocados, no centro da Faixa de Gaza.
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