Os doentes e feridos em Gaza encontraram alguma esperança desde 2 de Fevereiro. A passagem de Rafah, a única fronteira que liga os habitantes de Gaza ao mundo exterior, foi reaberta nessa data, depois de ter sido bloqueada durante 21 meses pelas autoridades israelitas. Desde então, 1.075 pessoas – pacientes e acompanhantes, estes últimos representando mais de dois terços – foram evacuadas do enclave, segundo as autoridades de saúde locais; 859 habitantes de Gaza presos no Egito conseguiram retornar ao enclave palestino.
Mas, desde 28 de Fevereiro, data do lançamento da ofensiva conjunta com os Estados Unidos contra o Irão, Israel fechou o terminal, interrompendo as evacuações e regressos que tinham começado aos poucos. “Nesta fase, a passagem da fronteira de Rafah permanece temporariamente fechada devido à ameaça de mísseis [iraniens]. Reabrirá assim que a situação de segurança permitir”indicado para Mundo Cogat, o órgão militar israelense responsável pela gestão dos territórios palestinos ocupados.
Para Mohammed Tafesh, o anúncio foi um verdadeiro choque. Este residente da Cidade de Gaza finalmente acreditou que poderia evacuar a sua esposa, que sofria de cancro na medula espinhal. Tal como cerca de 20 mil pessoas doentes e feridas, Rana, de 42 anos, está numa lista de pacientes que necessitam de tratamento no estrangeiro devido à falta de tratamento disponível na Faixa de Gaza. Desta vez, a família esteve perto do gol. Rana Tafesh estava entre os casos autorizados a serem libertados em 1er Marchar.
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