Uma mulher segura uma placa que diz “Justiça para Zaïa”, em referência a Zaïa Binet, uma cuidadora de 27 anos encontrada morta no seu carro em 19 de novembro de 2025 em Saint-Marcel-Bel-Accueil, durante uma marcha organizada em sua homenagem e em homenagem a todas as mulheres vítimas de violência, em Crémieu, no centro-leste da França, em 30 de novembro de 2025.

Mil pessoas marcharam em completo silêncio no domingo, 30 de novembro, nas ruas de Crémieu, no norte de Isère, em homenagem a Zaïa Binet, morta em 19 de novembro, notou um jornalista da Agence France-Presse (AFP).

“É ainda mais difícil sofrer quando você sabe que é isso.” um feminicídio), confidenciou Amandine Rosset, amiga de Zaïa, desfilando atrás de uma faixa gigante evocando “a luz” que a jovem irradiava. “Percebemos, sempre dizemos a nós mesmos que isso só acontece com outras pessoas. E então, quando nos afeta pessoalmente, todos queremos muito estar unidos por esta causa”ela acrescenta.

O corpo da mulher de 27 anos foi descoberto carbonizado em 19 de novembro em um carro em chamas em Saint-Marcel-Bel-Accueil, a sudeste de Lyon. Zaïa trabalhava como cuidadora num Ephad. Seu companheiro foi indiciado e admitiu parcialmente os fatos.

“Este tipo de morte está além da compreensão. Então, sim, um fenômeno de raiva. Sim, o desejo de que a justiça seja feita. E além disso, sabemos que o número de violência contra as mulheres aumentou consideravelmente desde 2020. E é hora de tomar medidas concretas”declarou Isabelle Flores, prefeita de Crémieu. “Obrigado por estar presente para todos. Muito obrigado “lançou a mãe de Zaïa, Myriam Binet.

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Todos os dias, em França, mais de três mulheres são vítimas de feminicídio ou tentativa de feminicídio conjugal, um número que aumenta ao longo de um ano, segundo dados de 2024 da missão interministerial para a protecção das mulheres (Miprof) publicados em 20 de Novembro, poucos dias antes do Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres, que se realizou na terça-feira.

Cerca de 50 mil mulheres e meninas foram mortas por um ente querido em 2024, ainda uma a cada dez minutos, segundo dados da ONU que deploram a falta de “progresso real” na luta contra o feminicídio.

No ano passado, 83 mil mulheres e meninas foram mortas intencionalmente em todo o mundo, 60% delas por um parceiro íntimo ou membro da família, de acordo com este relatório da ONU Mulheres e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, divulgado segunda-feira.

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O mundo com AFP

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