Alice Weidel, copresidente da Alternativ für Deutschland (AfD), de extrema direita, no Bundestag em Berlim, 29 de janeiro de 2026.

Até o chanceler alemão Friedrich Merz teve de intervir. Uma semana depois da votação da comissão do Parlamento Europeu responsável pelas liberdades públicas a favor de um endurecimento do novo regulamento europeu sobre os “regressos”, ou na linguagem comum, as expulsões de imigrantes indocumentados, o chefe do governo alemão teve de chamar à ordem as suas tropas democratas-cristãs da CDU, o primeiro contingente do grupo Partido Popular Europeu (PPE) em Bruxelas.

“Desaprovamos o que aparentemente aconteceu na semana passada entre os funcionários”declarou o Sr. Merz na noite de segunda-feira, 16 de março, em Berlim, acrescentando que esperava que esta cooperação cessasse. Berlim não culpa o endurecimento sem precedentes da política europeia de expulsões, que aplaude, mas sim a forma como o PPE conseguiu que este texto fosse votado. Na verdade, ele coordenou com os três grupos de direita radical e de extrema direita no Parlamento Europeu, que inclui a Alternativ für Deutschland (AfD). Contudo, na Alemanha, a CDU e a União Social Cristã na Baviera (CSU) afirmam manter um estrito cordão de segurança em relação à AfD.

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