Sinagoga em Orléans, 23 de março de 2025.

Às vezes são ataques verbais na rua, outras vezes ataques físicos e, em casos mais raros, assassinatos. Em França, os atos anti-religiosos não diminuíram em 2025, pelo contrário, mantiveram-se ao nível do ano anterior. De acordo com o Ministério do Interior, que publicou números para as religiões judaica, cristã e muçulmana, quinta-feira, 12 de fevereiro, estes atos ascenderam a 2.489.

Não é de surpreender que, num contexto marcado por um surto sem precedentes de anti-semitismo em França após o ataque terrorista do Hamas contra Israel em Outubro de 2023, sejam os ataques contra judeus os mais numerosos. Representam pouco mais da metade dos ataques registrados em 2025, ou 1.320. Embora este número tenha diminuído 16% em relação a 2024, permanece num nível “nível historicamente alto”gostaria de lembrar o Ministério do Interior.

Os ataques a pessoas, através de violência verbal, física ou online, representam 67,4% do registado. O ano ficou assim marcado pelos ataques dos rabinos Arié Engelberg em Orléans, em março, e Elie Lemmel em Deauville (Calvados), em junho. Na segunda-feira, 9 de fevereiro, um adolescente judeu de 13 anos foi atacado em Paris.

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