
Estou falando de uma época que quem tem menos de 55 anos não pode saber. Aquele em que os humanos deram grandes passos pela humanidade ao pisar no solo lunar. Naquela época, porém, imaginávamos que antes do ano 2000, bases semipermanentes fariam da Lua um destino regular. E Marte seria alcançado entre 1985 e 2000! Mas ninguém sabia que em 17 de dezembro de 1972, Gene Cernan seria o 12ºe e último homem a pisar na Lua.
Um “expedição a 380.000 km da Terra permanece extraordinariamente complexa“
Poderíamos pensar que hoje, quando qualquer smartphone ultrapassa em muito as capacidades computacionais dos computadores das missões Apollo, retornar à Lua seria uma brincadeira de criança. Mas muito know-how foi perdido com o desaparecimento dos atores do voo lunar da época e um “expedição a 380.000 km da Terra permanece extraordinariamente complexa“, lembra Jean Blouvac no arquivo excepcional que oferecemos este mês sobre a “nova conquista da Lua”.
Muito mais que um “renascimento” da Apollo VIII
Os americanos não são os únicos que querem ter sucesso nesta conquista: a China está a fazer grandes progressos e a corrida pela Lua foi retomada, num contexto de rivalidade tecnológica e geopolítica. É por isso que a missão de 10 dias que uma mulher e três homens realizarão este ano – a mais longa desde 1972 – é muito mais do que um “renascimento” da Apollo VIII, que fez a primeira viagem à volta da Lua em 1968. Uma aventura que os menores de 55 anos poderão finalmente acompanhar ao vivo!
Quem são esses quatro astronautas? Como a missão se desenvolverá? E como se preparará para o regresso dos humanos e a sua fixação permanente na Lua? Aqui estão as grandes questões respondidas na nova edição da Ciência e Futuro. Esqueça Apolo, abra caminho para sua irmã, a deusa grega Ártemis, para a aventura lunar do século XXI.