Difícil transitar entre as exibições, no início da tarde, sábado, 21 de março, no refeitório dos Cordeliers, no coração do 6º arrondissement de Paris. Este ano, novamente, a Feira Africana do Livro (abreviadamente SLAP, 21 a 22 de Março) está lotada. Com 10 mil visitas em três dias no ano passado, pode contar, para a sua quinta edição, com o entusiasmo da diáspora, numa altura em que a circulação de livros continua complicada no continente.
Nada menos que 150 publicadores de 16 países africanos, França, Bélgica e Canadá fizeram a viagem. As mesas estão repletas de obras de ficção, fantasia, livros históricos e livros dedicados à juventude – tema desta edição. Uma rara oportunidade para as famílias descobrirem histórias ambientadas em África ou envolvendo heróis negros. “Foi minha filha quem me pediu personagens que se parecessem com ela”explica uma mulher da Ile-de-France que veio com os dois filhos e que partirá com um livro autografado, Dizem que as girafas estão na Áfricapublicado pela editora senegalesa Saaraba.
A poucos metros de distância, Jacques Doumbou Kamano, autor de um primeiro romance e chefe da Editions Innov, sediada na Guiné, conversa com Candice Hill. O estudante guadalupe de 24 anos é frequentador assíduo da feira, em busca de “reconexão [au continent africain] através da literatura »não tendo podido viajar para lá ainda.
Outros visitantes descobrem o evento depois de ouvirem falar dele nas redes sociais, como Kadiatou Niakaté, um estudante franco-maliano que veio apoiar editoras africanas e aprender mais sobre a história antiga do Mali. Assim, os editores notam uma “crescente interesse da diáspora africana na Europa”, conforme observado por Abdel Hakim Laleye, chefe das edições beninenses Laha. No local, algumas obras do seu grande catálogo foram vendidas em poucas horas, como os cinquenta exemplares de um livro de história do Benin.
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