Os maiores contingentes vêm do Egipto (361 homens), dos Camarões (335) – o país que paga o preço mais elevado em termos de perdas – e do Gana (234), segundo um relatório do colectivo All Eyes on Wagner, e são recrutados através de “redes transnacionais que exploram vulnerabilidades socioeconómicas persistentes” neste continente.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana anunciou na noite de quinta para sexta-feira que se estima que 272 ganenses tenham sido “atraído” na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, “cerca de 55 dos quais foram mortos”.
Alegando basear-se num relatório conjunto dos serviços de inteligência e da Direcção de Investigações Criminais, um deputado queniano, Kimani Ichung’wah, afirmou recentemente que “mais de 1.000 quenianos foram recrutados e foram lutar na guerra russo-ucraniana”. Este número é muito superior ao número de 200 quenianos apresentado em Dezembro pelas autoridades, considerado provavelmente subestimado pelos quenianos entrevistados no seu regresso pela Agence France-Presse (AFP).
Quinze sul-africanos, que afirmam ter sido enganados e alistados em unidades russas que lutam na Ucrânia, conseguiram regressar ao seu país desde 18 de Fevereiro.
O fenómeno também começa a agitar o Uganda, um país próximo da Rússia que até agora evitou qualquer crítica a Moscovo e onde os testemunhos começam a afluir. Recentemente, a Gâmbia e a Nigéria manifestaram preocupação com o facto de os seus nacionais irem para o estrangeiro para participarem em conflitos armados.
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