Roberta Metsola, Presidente do Parlamento Europeu, perante a votação dos eurodeputados durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, 26 de novembro de 2025.

Mais uma vez, o Parlamento Europeu desvendou o que tinha feito alguns anos antes, neste caso o regulamento anti-desflorestação. Mais uma vez, isto aconteceu em detrimento do Acordo Verde, este conjunto de leis concebido para combater o aquecimento global e levar os Vinte e Sete à neutralidade carbónica até 2050. Mais uma vez, a direita e a extrema direita uniram forças para que isto acontecesse.

Em Estrasburgo, quarta-feira, 26 de novembro, os eurodeputados votaram por 402 votos a 250 para reduzir largamente o âmbito deste texto, que pretende proibir a comercialização na Europa de produtos como o óleo de palma, o cacau, o café, a soja e a madeira proveniente de terras desflorestadas após 2020. Os conservadores do Partido Popular Europeu (PPE) e os partidos à sua direita, incluindo o Rally Nacional francês, o partido Fratelli d’Italia, o Fidesz húngaro ou o partido alemão AfD decidiu assim.

Desde as eleições europeias de junho de 2024, tiveram eleitos suficientes para formar a maioria dentro do hemiciclo e, portanto, adiaram a entrada em aplicação do regulamento antidesmatamento até 30 de dezembro de 2026, com um período adicional de seis meses, até 30 de junho de 2027, para as empresas mais pequenas. Esta é a segunda vez que o Parlamento Europeu adia a implementação deste texto, que estava inicialmente previsto para 30 de dezembro de 2024, antes de ser primeiro remarcado para 30 de dezembro de 2025.

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