Um mês depois da sua audição pela comissão parlamentar de inquérito à radiodifusão pública, que se seguiu à de Patrick Cohen (France 5 e France Inter) – que, tal como ele, foi gravado sem o seu conhecimento durante uma conversa privada com representantes do Partido Socialista -, Thomas Legrand, editorialista da Liberar, acusá-la “bolosfera” de “deslogando”. Para o antigo colunista do France-Inter, Vincent Bolloré faz política através dos meios de comunicação que possui, desafiando todas as regras jornalísticas.
Após a polémica “Legrand-Cohen”, a unidade de investigação da Radio France revelou que a sua conversa com o ex-diretor do France Inter, Laurence Bloch, foi gravada pelo jornalista do Europe 1 Alexis Delafontaine. Não se tratava, portanto, de uma “barbouzerie”…
A verdadeira informação é que o chefe do serviço político da Europa 1 [Louis de Raguenel], que também é diretor editorial da JDNews [deux médias de la galaxie Bolloré], deu ao repórter presente no mesmo restaurante que Laurence Bloch e eu a ordem de nos gravar. É alucinante. A espionagem não é uma prática jornalística.
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