Sébastien Lecornu decidiu dedicar o seu dia de quinta-feira, 4 de dezembro, exclusivamente às discussões orçamentais na Assembleia Nacional. As consultas planeadas com os sindicatos e o almoço com os parlamentares sobre energia acabarão por esperar, com prioridade para a lei de financiamento da segurança social (PLFSS) 2026.
Esta escolha de uma presença continuada na bancada do Hemiciclo não deveu nada ao acaso: marcada por tensões e negociações de corredor durante as inúmeras suspensões de sessões, esta quinta-feira foi um daqueles dias de debate que pode balançar o destino do orçamento em construção de um lado para o outro. “Estamos num momento fundamental, delicado e potencialmente crítico”admitiu o primeiro-ministro à noite.
O principal assunto do dia dizia respeito ao aumento da Contribuição Social Geral (CSG) voltada aos rendimentos de capital. Adotada em primeira leitura na Assembleia e depois eliminada no Senado, a medida obrigou o executivo a realizar um ato de equilíbrio, entre uma esquerda que exigia receitas adicionais para a Segurança Social e uma parte direita da base comum que se opunha fortemente a ela.
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