ao Senado brasileiro durante reunião sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, em Brasília, 4 de março de 2026.

O Brasil disse “sim” ao acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. Uma semana depois da Câmara dos Deputados, foi o Senado brasileiro que votou “por unanimidade”quarta-feira, 4 de março, a favor do tratado que supostamente criaria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo.

Falta agora um voto favorável do Parlamento paraguaio para que o acordo seja ratificado por todos os países signatários do bloco sul-americano, tendo a Argentina e o Uruguai já feito o mesmo na semana passada.

Este acordo foi assinado em meados de Janeiro em Assunção, após vinte e cinco anos de negociações, e o Brasil, a maior economia da América Latina, espera que beneficie o seu poderoso sector agrícola. Deve criar uma zona de comércio livre que represente 30% do PIB mundial e mais de 700 milhões de consumidores, entre os 27 estados da UE e os países fundadores do Mercosul.

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Um acordo controverso na Europa

Na sexta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que o acordo seria aplicado provisoriamente, uma medida criticada pela França, onde é vista como uma ameaça para os agricultores. A aplicação do tratado foi suspensa por votação do Parlamento Europeu, cujos representantes eleitos levaram o assunto a tribunal para verificar a sua conformidade com os tratados europeus.

O Brasil, maior produtor mundial de café, carne e soja, entre outros alimentos, tem sido um dos países mais entusiasmados com o acordo que eliminará gradualmente os direitos aduaneiros sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos.

“O mundo de hoje é mais fragmentado, mais cético e mais protecionista. Isto torna o acordo com os nossos parceiros europeus ainda mais relevante e ainda mais necessário”disse a senadora de direita Tereza Cristina durante o debate no Parlamento brasileiro.

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O mundo com AFP

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