Em Paris, a transferência de energia promete ser histórica para… a gigantesca rede de aquecimento urbano. O maior da França e um dos mais imponentes da Europa. São mais de 500 km de tubulações subterrâneas para aquecimento de cerca de um quarto dos edifícios da capital (condomínios, empresas, hospitais, monumentos, etc.), abastecendo também as redes de dezesseis cidades de Hauts-de-Seine, Seine-Saint-Denis e Val-de-Marne.
Terça-feira, 25 de novembro à noite, fim do suspense durante um ponto de imprensa: após vinte e sete meses de consulta, no final de um concurso muito aguardado, o município parisiense manifestou a intenção de confiar a sua vasta rede de aquecimento à Dalkia, subsidiária da EDF, a partir de 2027. Uma revolução. E uma grande derrota para a Engie, a atual operadora: a sua subsidiária, a Parisian District Heating Company (CPCU), opera a infraestrutura desde 1927.
Formalmente, caberá ao próximo Conselho de Paris aprovar ou não esta atribuição, entre 16 e 19 de dezembro. “Seria uma grande honra ser escolhido para este grande projeto”declara Dalkia, nesta fase, sem mais comentários. Se a adjudicação da delegação de serviço público se confirmar, surge um contrato extraordinário para a filial da EDF: o acordo abrangerá um quarto de século, para um volume de negócios estimado em 15 mil milhões de euros no total. Para mais apoio, a empresa apresentou a sua oferta em consórcio com o grupo Eiffage e RATP Solutions Ville.
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