A profissão de agente imobiliário já viu dias melhores. É isso que entendemos ao ouvir Hou Fashuai, na recepção de sua agência no bairro Elite City, no sul de Jinan, cidade do nordeste da China. Camisa branca, calça preta, gravata amarela com listras escuras, ele mostra o dinamismo que acompanha a profissão, sempre pronto para fazer uma visita caso apareça um potencial cliente. Apesar de tudo, confidencia que muitos dos seus antigos colegas tiveram que mudar de emprego para se tornarem entregadores de encomendas ou refeições. Na casa dos trinta, seis anos de experiência no setor, ele também se pergunta o que vem a seguir. As vendas são muito mais raras e o mercado continua a deteriorar-se. Antes, ele assinava dois ou três compromissos por mês. Agora, dificilmente ele conclui mais de um a cada dois ou três meses. Como resultado, seu salário caiu.
O grande mapa que cobre a parede à entrada da agência atesta o grave património que este novo bairro possui, à escala chinesa – cerca de vinte residências, cada uma composta por mais de dez torres de cerca de trinta pisos. É delimitada por colinas verdes que permitem belos passeios, estando perto do centro da capital de Shandong, e apenas a cerca de vinte minutos da estação ferroviária, com escolas de qualidade nas proximidades. A cidade de Jinan, de 9 milhões de habitantes, também não carece de vantagens: localizada na linha de trem de alta velocidade mais popular do país, fica a apenas uma hora e meia de Pequim e a três de Xangai. Conseguiu preservar algumas ruas históricas antigas e possui boas universidades.
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