Na esfera da moda, o trapo começou a arder com as primeiras imagens de História de amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette (Disney+). À frente da série, Ryan Murphy teve que se justificar. Nenhuma crítica aqui mencionou o enredo, mas sim os figurinos de Sarah Pidgeon e Paul Anthony Kelly. Os intérpretes dos dois pombinhos não estão tão bem vestidos quanto o esperado? Foi isso que empolgou os aficionados do vintage, amantes de um casal que se tornou uma verdadeira inspiração.

Chegou então a hora de darmos uma olhada nos guarda-roupas das nossas séries favoritas. Aqueles que deixaram sua marca no estilo e que continuam no topo da pirâmide de tendências. Porque sim, entre trajes perfeitamente dominados, fotografias de uma época e encarnações carismáticas, as nossas personagens televisivas já mostraram o caminho…

É necessário empate em Homens loucos, Se adequa E Arredores

Voltando ao primeiro plano, o traje ganha uma nova vida. Em Londres (Drake’s) ou Paris (Husbands), usar camisa e paletó não é um delírio estritamente formal. Se falamos de silhuetas mais adultas, longe do sportswear adolescente, a questão do “legal” sempre permanece. Um adjetivo quase impossível de definir, que também gruda na pele dos nossos heróis. Assim, Dale Cooper, amarrado em camisas de gola pronunciada, enfeitado com seu sobretudo, nos transporta para um universo onde competência e charme são um só. Como observa Clara Riff, criadora de conteúdo especializada em história da moda, a estrela de Picos Gêmeos acabou inspirando Balenciaga.

Em outra ideia do estilo, Danny Wilde e Brett Sinclair interpretam os malandros em Atenciosamente. Deliciosamente anos setenta, Tony Curtis e Roger Moore competem nas aulas. Menção especial para o último, que aparece citado como figurinista nos créditos! Na década de 1960, Homens loucosembora produzido desde 2007, leva-nos numa viagem sem dificuldades. Aqui, o figurino não nos impede de ver a vida de nossos personagens ficar severamente turva. Uma agência de publicidade ampliada pela presença do problemático Don Draper (Jon Hamm) ecoando um traje popular, Harvey Specter, em Se adequa. Um advogado empresarial interpretado por Gabriel Macht, apostando em soluções sob medida. Por fim, é impossível não notar Ari Gold (Jeremy Piven), agente de atores de bordéis do culto Arredores. Insuportável, esse irascível ousa tudo, inclusive combinações lucrativas entre gravatas coloridas, camisas listradas e ternos trespassados ​​ole-olé. Hollywood no seu melhor!

De Salvo pelo sino tem Coisas estranhasO “anos oitenta dourados” sempre popular

Quem diz moda e tendência necessariamente diz penteado. Neste jogo, Katey Sagal, também conhecida como Peggy Bundy, em Casado, dois filhosvence sem dúvida. Equipada com um chucrute impossível de perder, ela já fazia demais numa época em que nada parecia impossível. Ousar tudo, foi isso que caracterizou as crianças felizes de Parker Lewis nunca perde. Padrões berrantes, camisas xadrez, coletes em todas as direções… Nada escapou da turma! Um sortimento de roupas digno de uma caixa de bombons, que pode ser encontrado em Salvo pelo sino. Tiffani Thiessen, também conhecida como Kelly Kapowski e Lark Voorhies como a brilhante Lisa Turtle, aparecem em guias da década de 1980 que estão chegando ao fim. Assim como eles, agora podemos cortar jeans, ousar estampa de leopardo e vestir tops curtos.

Um coquetel ideal para prolongar nossa juventude? Coisas estranhas e seu bando de adolescentes, como IPHatravés do guarda-roupa picante de Morgane Alvaro, de qualquer forma, fizeram essa escolha. Por fim, é impossível não mencionar os ideais masculinos desta geração. Pensamos no bigode mais moderno de Tom Selleck do que nunca em Magnum. Mas também aos impecáveis ​​Don Johnson e Philip Michael Thomas em Vice-Miami. A elegância é fluida na roupagem dos inspetores Sonny Crockett e Ricardo Tubbs, vestidos por Giorgio Armani, por favor!

Ouse, a receita do sucesso Sexo e a cidade e Soprano

Estamos entrando na casta daqueles que sabem o que querem. Começamos com Fran Fine (Fran Drescher), UM Babá do Inferno vestindo mais Prada do que o próprio diabo. Suas linhas bem sentidas são ecoadas em roupas ousadas de Azzedine Alaïa, Courrèges, Jean-Paul Gaultier e Marc Jacobs. Uma reviravolta que devemos a Brenda Cooper, estilista que ganhou um Emmy pelo seu trabalho… Melhor figurino, obviamente! Com 386 mil seguidores exibidos, a conta do Instagram @whatfranwore pega a onda. Assim como as convulsões das redes em relação “esposas da máfia”. Esposas mafiosas que se tornaram rainhas da moda como Carmela (Edie Falco) e Adriana (Drea de Matteo), em Os Sopranos. Os tecidos escolhidos e os must-haves dos anos 2000 estão lá: vestido “tigre” Roberto Cavalli, bolsas Prada e Tom Ford… Digamos que o status tem um preço!

Uma afirmação de si e da carteira que encontramos no Dona de casa desesperada Gabrielle Solis (Eva Longoria). O muito documentado Sexo e a cidade faz parte desse movimento com a imperial Samantha Jones (Kim Cattrall). Ignorando o “costumes e trajes” na maior parte do tempo, ela mandava tudo pelos ares com roupas sinônimo, mais uma vez, de poder. Porque sim, além das bolsas Fendi e dos conjuntos Thierry Mugler, é do seu carisma que nos lembramos. É melhor tomar cuidado com os saltos Jimmy Choo e Manolo Blahnik de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), é Samantha quem faz a diferença graças a looks menos calculados. Sua herdeira estilística poderia muito bem ser Maddy Perez (Alexa Demie). Brilhando intensamente em meio à agitação Euforiaele rivaliza “vestido vingança”strass e lantejoulas. Como nesta camiseta costurada de Paris Hilton, flocada “não tenha ciúmes”.

Se os mafiosos de shorts Os Sopranos poderia ter sido citado, outro personagem masculino chama nossa atenção nesta categoria: George Costanza (Jason Alexander). Covarde, histriônico e terrivelmente inseguro, ele demonstra, no entanto, uma confiança soberba quando se trata de roupas. Nike Cortez, jaqueta do time do colégio dos Yankees, suéteres tricotados, camisas pólo de boliche, camisas xadrez, gabardinas… Tudo é bom para comprar na casa do seu amigo Seinfeld. Sim, tudo, inclusive o chapka, a boina, os bonés e a jaqueta Gore-tex!

Policiais e bandidos inclassificáveis, O fio tem Peaky Blinders

À primeira vista, o seu uniforme não é o elemento central dos debates… E, no entanto, erraríamos se nos privássemos dele. O falecido Michael K. Williams, brilhante no papel do bandido cheio de cicatrizes Omar Little, opina com todo seu estilo O fio. Ele arrasta sua carcaça e seus problemas em uma série de circunstâncias, examinando o ponto fraco de Baltimore. Calça com a qual esconde uma espingarda. Jovem gay, o assaltante traficante contrasta com os códigos policiais fictícios.

Do lado policial, Jimmy McNulty (Dominic West) sai com honras. Jeans de cintura alta, camisas amassadas na medida certa… Está impecável. Observe que à medida que as investigações o perseguem, sua gravata se solta. Um ponto em comum com Rust Cohle (Matthew McConaughey) em Verdadeiro Detetive E Nestor Birmânia também conhecido como Guy Marchand. Equilibrando investigadores, presos entre vários incêndios. Aqui, novamente, demônios interiores e sedução se entrelaçam. Finalmente, na categoria de inclassificáveis, Narcos Méxicoainda mais do que seu mais velho Narcosfaz a diferença graças a um painel colorido de traficantes. Cavanhaques, camisas pólo Lacoste, apetrechos Versace e relógios Rolex estão fora de moda. Cuidado com os novatos, porém, parece diabolicamente dominado. O mesmo entre os bandidos de Peaky Blinders. Difícil copiá-los correndo o risco de fazer cosplay vulgar.



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