Marinheiros franceses pescam sardinha na costa de Le Conquet (Finistère), 17 de julho de 2025.

Os desembarques de barcos franceses continuam a diminuir. Em 2024, a pesca francesa trouxe para terra cerca de 306.000 toneladas de peixe, 5% menos que no ano anterior. Este nível de capturas – ligado, entre outras coisas, à obrigação, para várias centenas de navios, de permanecerem no cais durante um mês no inverno para evitar capturas acidentais de golfinhos – é o mais baixo registado desde 2000. No entanto, pouco mais de um quarto do volume de peixe desembarcado provém de populações sobreexploradas e 7% de unidades populacionais consideradas em colapso (bacalhau do Mar do Norte, cavala do Atlântico Nordeste, enguia…), indica o Instituto Francês de Investigação para a Exploração do Mar (Ifremer), em relatório divulgado na terça-feira, 3 de março.

Contudo, a União Europeia fixou-se o objectivo de atingir, até 2020, o mais tardar, o “rendimento máximo sustentável” para todas as unidades populacionais, ou seja, o volume máximo de peixes de cada espécie que pode ser pescado numa área geográfica, sem comprometer a sua renovação a longo prazo. É justamente neste indicador que o Ifremer se baseia para desenvolver o seu diagnóstico.

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