Em frente à livraria Violette and Co, em Paris, 19 de janeiro de 2026.

No 11e bairro de Paris, a livraria queer e feminista Violette and Co não deixa mais aparecer nada sobre os ataques que sofreu. A janela, remodelada, já não se encontra riscada com a inscrição “Estuprador do Hamas”feito com ácido em julho de 2025. Nas redes sociais, palavras de apoio de clientes fiéis substituíram insultos lesbofóbicos e ameaças de ataques físicos.

Na quarta-feira, 7 de janeiro, cinco policiais chegaram em frente à livraria na inauguração, acompanhados por um promotor para revistar o local. “Durante quarenta e cinco minutos vasculharam toda a livraria, até a sala de descanso e o depósito, abriram cerca de trinta caixas, conferiram os livros um por um”diz Lu, a gerente (que não quis se identificar).

O objetivo desta pesquisa? Livro de colorir para crianças da autora sul-africana Nathi Ngubane, publicado na África do Sul pela editora Social Bandit Media, em parceria com a organização não governamental (ONG) britânica Friends of Al-Aqsa. O título deste livro, Do rio ao mar (“Do rio [Jourdain] para o mar [Méditerranée] ), refere-se a um slogan com múltiplos significados, entoado contra Israel em manifestações pró-Palestina e que nasceu na década de 1960 a partir das reivindicações da Organização para a Libertação da Palestina, antes de ser assumido pela organização terrorista Hamas.

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