Numa tarde chuvosa de outubro, Maxime (as pessoas mencionadas pelo primeiro nome preferiram permanecer anônimas) abriu pela primeira vez as portas de uma loja de maquiagem. Com sua barba cheia e porte físico, esse doutorando em ecologia de 26 anos se destaca. Não é realmente o perfil do cliente típico. Nos corredores de cosméticos, Maxime se perde: “Estou procurando um lápis preto e algo para fazer brilho embaixo dos olhos. Procurei tutoriais na internet, mas não lembrei os nomes dos produtos…” Felizmente, seu colega de quarto o acompanha para aconselhá-lo. Maxime sai com as mãos ocupadas e entusiasmado: “Percebi que existem muitas ferramentas para melhorar meu estilo. A maquiagem é uma delas. Ainda tínhamos que arriscar! »
A maquiagem não é mais uma prática reservada às mulheres. De acordo com um estudo realizado pela Klarna, uma plataforma sueca de pagamentos online focada nos hábitos de consumo na Europa, 27% dos homens franceses utilizam produtos cosméticos. Mais de uma em cada dez aplica base, sombra ou rímel diariamente. O fenômeno vai, portanto, além do mundo queer, uma comunidade para a qual a maquiagem sempre foi um meio de expressão.
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