Anthony Albanese, o primeiro-ministro australiano, à esquerda, enfrenta Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia e António Costa, o presidente do Conselho Europeu, em Joanesburgo, África do Sul, 21 de novembro de 2025.

Num mundo onde os Estados Unidos são cada vez mais proteccionistas e onde a ofensiva chinesa para conquistar novos mercados não tem precedentes, a União Europeia (UE) embarcou numa corrida frenética por tratados de comércio livre. Apesar da relutância na Europa, porque estes novos acordos podem dar-lhe acesso às matérias-primas críticas que tanto lhe faltam, quando Pequim e Washington já não hesitarem em explorar as suas dependências.

Na segunda-feira, 23 de março, a Comissão, que, em matéria comercial, atua em nome dos Vinte e Sete, anunciou que o tratado de livre comércio entre a UE e os quatro países fundadores do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai) entraria em vigor em 1º de março.er Maio, sem esperar pela sua ratificação pelo Parlamento Europeu. Ao mesmo tempo, a sua presidente, Ursula von der Leyen, encontrava-se na Austrália, onde se preparava para celebrar outro acordo.

Depois do Mercosul e da Índia, é “uma verdadeira “trilogia comercial””saudou, numa coluna publicada por vários jornais europeus, incluindo Oeste da Françaantes de se reunir com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, em Camberra, na terça-feira, e declarar formalmente o fim das negociações. Este texto deve agora ser traduzido em termos jurídicos, antes de ser ratificado pelos Estados-Membros e pelo Parlamento Europeu.

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