Recentemente, pudemos ver uma série de documentos na Netflix sobre os Titãs que construíram Hollywood; narra a história épica dos pioneiros do cinema mudo, de 1900 à crise de 1929. Estão todos lá, imigrantes judeus da Europa Central e gênios da sétima arte: os irmãos Warner, William Fox, Adolph Zukor (Paramount), Carl Laemmle (Universal), Louis B. Mayer (MGM) mais Mary Pickford e Charlie Chaplin (United Artists). Outra série seria bem-vinda: contaria como, depois de resistirem por um século, esses Titãs finalmente afundaram um após o outro, vítimas de empresas de streaming, a começar pela mais poderosa delas, a Netflix.
A empresa fundada em 1997 para emprestar DVDs pelo correio anunciou na sexta-feira, 5 de dezembro, a compra da Warner Bros Discovery (WBD) por 83 mil milhões de dólares (71 mil milhões de euros), incluindo dívidas. Os acionistas da Warner receberão US$ 23,30 em dinheiro e US$ 4,50 em ações da Netflix por cada ação. Se obtiver as autorizações necessárias das autoridades da concorrência, o novo grupo tornar-se-á líder mundial indiscutível em cinema e streaming por assinatura com, no cesto da noiva, a empresa de streaming HBO Max. Esta é a maior aquisição que a Netflix já fez.
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