Será que Christophe Leribault se tornou um brincalhão, que Emmanuel Macron se desloca de uma instituição para outra para apagar incêndios? O curador, chamado em 2024 para chefiar o Palácio de Versalhes para suceder Catherine Pgard, cujo prolongado período interino começava a tensionar a opinião pública, é impulsionado para a presidência do Museu do Louvre, segundo informações do Parisiense, confirmado em Mundo. Aos 63 anos, ele substitui Laurence des Cars, que foi forçado a renunciar na terça-feira, num cenário de crise desde o roubo das joias da Coroa em 19 de outubro. Para este artista do século XVIII, que já tinha concorrido ao Louvre em 2021, é um regresso a um palácio que conhece bem: em 2006, Christophe Leribault foi nomeado curador do departamento de artes gráficas do museu.
O natural de Val d’Oise estreou-se no Museu Carnavalet (Paris), onde ingressou em 1990. Durante quinze anos foi responsável pelas pinturas e desenhos, apenas fazendo uma pausa de um ano na Villa Medici, em Roma, onde foi residente em 1995-1996. Após uma passagem de um ano pelo Louvre, em 2007 assumiu a direção do Museu Nacional Eugène-Delacroix (Paris) até ser nomeado, em 2012, diretor do Petit Palais, que abriga o Museu de Belas Artes da Cidade de Paris. Lá permaneceu nove anos, construindo sua reputação com exposições inventivas, resolutamente na contramão, o que fez com que o público aumentasse. Até à sua nomeação em 2021 como presidente do Musée d’Orsay, onde já sucede a Laurence des Cars.
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