A China adoptou uma nova lei na quinta-feira, 12 de Março, para reforçar ainda mais o controlo sobre as suas minorias étnicas e acelerar a assimilação de grupos como os uigures, os tibetanos e os mongóis, que já estão sujeitos a políticas repressivas há muito tempo. O texto, discutido durante vários meses, foi aprovado sem suspense no último dia da semana plenária anual da Assembleia Popular Nacional, a câmara de registo do Partido Comunista Chinês (PCC). Da primazia da língua chinesa nas escolas à mistura étnica e ao controlo mesmo nas famílias, o texto ratifica medidas muito controversas, mas já em grande parte em vigor e que se tornam assim a norma.
A lei “promover a unidade e o progresso étnico” retoma o essencial da política minoritária da China sob Xi Jinping, resumida pela fórmula “Forjando um sentido de comunidade para a nação chinesa”.
Em particular, ela pede às autoridades locais que incutam “consciência da comunidade nacional chinesa na família, educação familiar e tradição familiar” cidadãos. O Estado deve “pressionar pela transformação de costumes atrasados, apoiar novas formas de progresso civilizado”e ele “orienta todos os grupos étnicos a estabelecerem firmemente pontos de vista corretos sobre nação, história, política étnica, cultura e religião”.
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