José Antonio Kast, presidente eleito, no palácio presidencial La Moneda em Santiago, Chile, 8 de março de 2026.

O tema do destino carcerário dos criminosos da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) volta à mesa no Chile, poucos dias antes da posse de José Antonio Kast (Partido Republicano), o primeiro presidente simpático deste período. Na quarta-feira, 4 de março, o Senado deu sua aprovação inicial à proposta de “lei sobre penas alternativas à prisão” após uma votação acirrada (23 votos a favor, 22 contra).

Os debates continuarão após a posse de José Antonio Kast, filho de um militante do partido nazista e irmão de um ministro Pinochet, marcada para quarta-feira, 11 de março. O texto agora deverá ser analisado detalhadamente em comissão do Senado antes de passar à Câmara dos Deputados em caso de aprovação.

Este rascunho de quatro artigos foi inicialmente apresentado em 30 de janeiro de 2025 por cinco representantes eleitos de partidos tradicionais de direita (incluindo UDI, Evopoli e Rénovation nationale). Se for definitivamente adoptada, permitiria o ajustamento da pena sob a forma de prisão domiciliária para condenados que sofrem de uma doença crónica que não pode receber tratamento adequado na prisão, uma doença terminal incurável, uma deficiência e, mais amplamente, para aqueles com mais de 80 anos – ou 70 anos quando já cumpriram dez anos de prisão.

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