Um platelminto “Caenoplana variegata”, 6 de maio de 2014.

Já era conhecida a forma como os “vermes chatos”, também chamados de “platyhelminthes”, chegaram à França vindos do exterior. Estes animais, classificados como espécies invasoras, chegam através da importação de plantas exóticas, escondidas em vasos ou no solo de vasos, e depois proliferam em centros de jardinagem ou viveiros, protegidos do frio e da seca. Eles são então transportados para jardins privados. Uma questão ficou sem resposta: uma vez soltas nos jardins, como é que estas minhocas, que se movem muito lentamente, conseguem espalhar-se pelas redondezas?

Um estudo, publicado terça-feira, 10 de fevereiro na revista PeerJ, lança alguma luz sobre este mistério: mostra que cães e gatos desempenham um papel na propagação de pelo menos uma espécie invasora de platelminto. Dez espécies estão presentes no território, incluindo Obama nungarao mais abundante. As espécies invasoras são consideradas uma das principais ameaças à biodiversidade.

Para chegar a este resultado, os autores deste trabalho utilizaram dados do programa de ciência participativa sobre platelmintos, criado em França em 2013, que constitui a maior base de dados do mundo sobre o tema. Em 2025, seu idealizador, o parasitologista e zoólogo Jean-Lou Justine, recebeu dois relatos sugerindo vermes presos em cães e gatos. “Acendeu uma luzinha e eu disse a mim mesmo que veria se houvesse outras”afirma este professor emérito do Museu Nacional de História Natural, principal autor do estudo.

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