Com sua nova bateria, o BYD Atto 2 vai de 314 a 430 quilômetros de autonomia WLTP. Um desenvolvimento interessante para este carro elétrico, que vem acompanhado de um carregamento rápido e de um pacote de equipamentos aumentado.

Até agora, o BYD Atto 2 sofria de uma grande desvantagem: com os seus 314 km de autonomia anunciados de acordo com o ciclo WLTP, é difícil competir num segmento ultracompetitivo onde a maioria dos concorrentes como o Peugeot e-2008 e outros Renault 4 E-Tech superam os 400 km de autonomia.

A BYD corrige a situação: um comunicado enviado à redação anuncia a chegada de uma versão Comfort, que agora inclui uma bateria de 64,8 kWh em comparação com 45 kWh para as versões Active e Boost. Resultado? A autonomia aumenta para 430 kmum número muito mais tranquilizador para o aspecto psicológico diremos, sendo os 400 km de autonomia o limite “aceitável” para os clientes de acordo com vários estudos.

Esta bateria generosa adota a tecnologia Blade do fabricante, com química de fosfato de ferro-lítio (LFP) conhecida por sua longevidade e segurança. A potência de carregamento aumenta dramaticamente, de 65 para 155kW em corrente contínua. Concretamente, é agora suficiente 25 minutos para recuperar 70% da carga, em comparação com 37 minutos anteriormente. O suficiente para contemplar com calma viagens longas com uma pausa para o café.

Em termos de desempenho, o motor elétrico também ganha força com 150 kW (contra 130 kW), ou seja, 204 cv sob o capô. O torque aumenta ligeiramente para 310 Nm. Porém, não espere sentir a diferença no tempo de 0 a 100 km/h: a nova bateria pesa 150 quilos, o que compensa exatamente a potência extra. A aceleração de 0 a 100 km/h permanece congelada em 7,9 segundos.

Um interior que move o luxo

A BYD aproveitou este desenvolvimento técnico para revisar alguns equipamentos internos. Os bancos dianteiros passam a ser eléctricos com seis regulações possíveis, e são enriquecidos com um bem-vindo aquecimento, tal como o volante. A apresentação também evolui com um painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas e uma generosa tela sensível ao toque central de 12,8 polegadas.

Este último dá acesso a aplicativos do dia a dia: Spotify para música, YouTube para vídeos durante os intervalos de carregamento e até Zoom para videoconferências. Quatro portas USB-C pontilham a cabine, complementadas por uma área de carregamento sem fio de 50 watts no console central.

Pequena dica ergonômica: o seletor de marcha se desloca até o volante em forma de interruptor, liberando espaço no centro, como a maioria dos novos carros elétricos da atualidade. O banco traseiro agora acomoda três pessoas com um terceiro encosto de cabeça, enquanto o porta-malas ganha 50 litros para alcançar 450 litros.

Posicionamento de preços ambicioso

Com o seu 35.990 eurosesta versão Comfort está posicionada 4.000 euros acima da versão Active de entrada e 2.000 euros acima do acabamento Boost. Uma lacuna que pode ser explicada pelo salto tecnológico e pelo enriquecimento do património. Jantes de 17 polegadas, pintura metálica, iluminação LED e até vidros traseiros escurecidos são padrão.

Interessante: a função Vehicle-to-Load (V2L) permite conectar dispositivos elétricos de até 3,3 kW, transformando o carro em um gerador móvel para alimentar uma geladeira portátil ou uma churrasqueira elétrica durante suas escapadas.

Lançado nesta primavera, o Atto 2 ainda luta para convencer em um mercado ultrassaturado de pequenos SUVs 100% elétricos. Concorrentes franceses não faltam, entre o Peugeot e-2008, o Renault 4 E-Tech e o Citroën ë-C3 Aircross, a competição é acirrada, sem esquecer também o MG ZS, ou o elétrico Hyundai Kona.


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