Muitas vezes chegam depois de vários dias de caminhada. Mas uma vez no Burundi, protegidos da guerra, encontram-se na miséria, sem água, comida ou abrigo. O país está sobrecarregado pelo afluxo de refugiados provenientes da vizinha República Democrática do Congo (RDC), que fogem, há vários meses, da ofensiva dos rebeldes da Aliança do Rio Congo/Movimento 23 de Março (AFC/M23) apoiados pelo Ruanda.
A situação piorou ainda mais com a queda, em 10 de Dezembro, de Uvira, uma cidade encruzilhada localizada nas margens do Lago Tanganica que serviu como capital regional desde a queda de Bukavu em Fevereiro.
As agências das Nações Unidas lançaram um apelo de emergência por fundos em 17 de dezembro para apoiar mais de 84 mil pessoas que cruzaram a fronteira em apenas duas semanas, segundo dados do Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR). O ACNUR necessita de cerca de 30 milhões de euros para cobrir as suas necessidades durante os próximos três meses, num contexto geral de queda drástica do financiamento internacional. Os Estados Unidos, que forneceram 40% do orçamento do ACNUR, suspenderam os seus pagamentos desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca.
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