Uma colheitadeira colhe soja, em Salto do Jacuí, Brasil, 5 de abril de 2021.

Principal exportador mundial de soja, suco de laranja e carne bovina, representando respectivamente 56%, 76% e 24% das exportações mundiais, o Brasil se consolidou desde a década de 2000 como uma superpotência agrícola. No entanto, estes números são o resultado mais de soluções técnicas do que de recursos abundantes.

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No início da década de 1970, o Brasil era um importador líquido de alimentos, onde mais de 60% das famílias sofriam de déficit calórico. Em 1973, o regime militar, determinado a fazer da agricultura um dos pilares da sua “milagre econômico”lança a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Sempre ativo, este último tem como missão criar espécies vegetais adaptadas aos climas tropicais, para permitir uma produção massiva. O resultado é uma experiência reconhecida mundialmente no desenvolvimento de organismos geneticamente modificados (OGM), desde o milho até à carne.

“Hoje, no setor de genética bovina tropical, somos líderes indiscutíveis. Somos o único país nesta parte do mundo que produz alimentos em larga escala”orgulha-se Bento Mineiro, diretor de relações internacionais da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

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