A cena se passa em Toronto (Canadá), por ocasião do Festival Internacional de Cinema, onde Benny Safdie veio, no início de setembro, apresentar A máquina esmagadoraseu primeiro longa-metragem sozinho – ou seja, sem o irmão mais velho, Josh, com quem assinou algumas joias do cinema independente americano recente, como Bom momento (2017) ou Gemas brutas (2020). No meio da rua, em frente ao cinema onde acaba de encerrar uma longa sessão de perguntas e respostas após a exibição do filme, o falante cineasta de 39 anos prolonga o prazer conversando com seus fãs.
São 23h, o assessor de imprensa e a equipe do festival já foram dormir, mas ele insiste em tirar selfies, dar autógrafos, contar anedotas das filmagens. “Não me custa nada e deixa as pessoas felizes!” »justifica, enquanto o acompanhamos ao bar do seu hotel para uma entrevista semi-improvisada à volta de um Manhattan – um cocktail à base de whisky que leva o nome do local onde cresceu e onde ainda vive.
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