O roteiro que a China está a traçar para os próximos cinco anos está repleto de referências à sua transição energética, mas também levanta dúvidas sobre o real nível de compromisso do principal emissor de gases com efeito de estufa. O seu primeiro-ministro, Li Qiang, apresentou quinta-feira, 5 de março, aos 2.765 delegados reunidos no Palácio do Povo, na Praça Tiananmen, em Pequim, o décimo quinto plano quinquenal que guiará o país até 2030. Deve ser aprovado nos próximos dias.
O plano será decisivo para a trajetória climática do planeta. Contém vários caminhos e medidas que devem ajudar a reduzir as emissões do país. A China pretende desenvolver baterias automotivas de alto desempenho, continuar a expandir a instalação de painéis solares e construir parques industriais com emissão zero. Para reduzir a utilização do carvão, o documento prevê pressionar pela substituição das unidades industriais que funcionam com esta energia, mas também modernizar as centrais térmicas e eliminar os fogões nas residências particulares.
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