No final de 2025, o observatório solar SOHO cessará as suas atividades após trinta anos de presença no ponto L1 de Lagrange. Imaginado como uma missão curta, o instrumento terá acompanhado mais de dois ciclos de onze anos de atividade solar, registado milhares de erupções e lançado as bases do clima espacial moderno. Graças aos seus coronógrafos LASCO, os astrónomos conseguiram seguir as ejeções de massa coronal em tempo real e antecipar o seu impacto até vários dias antes de atingirem a Terra, uma ferramenta que se tornou essencial para proteger satélites e comunicações. SOHO também investigou as profundezas do Sol. O instrumento GOLF permitiu estudar a estrutura interna da estrela e, explorando as suas oscilações, equipas francesas e internacionais identificaram os modos de gravidade, revelando que o núcleo termonuclear gira quase quatro vezes mais rápido que as camadas exteriores. Esses dados ajudaram a consolidar os modelos solares envolvidos na resolução do mistério dos neutrinos. Outra surpresa inesperada: cometas. Graças ao programa participativo Sungrazer, voluntários de todo o mundo descobriram o 5.000º cometa em imagens SOHO em março de 2024, tornando o observatório o mais prolífico caçador de cometas da história.

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