Ir além dos resultados brutos dos exames, tentar avaliar a ação de um estabelecimento no sucesso dos seus alunos ou destacar o apoio dos adolescentes pelas equipas educativas: estas são as ambições dos índices de valor acrescentado para o ensino secundário, conhecidos como IVAL, publicados sexta-feira, 3 de abril, pelo Ministério da Educação Nacional. Esta ferramenta, criada em 1993, baseia-se em vários indicadores que pretendem ter em conta as disparidades de recrutamento entre cada escola secundária, que não enfrentam os mesmos desafios dependendo das características sociais e académicas dos alunos que acolhem.
O Departamento de Avaliação, Prospectiva e Desempenho (DEPP) examina assim as taxas de sucesso e as taxas de menção do bacharelado em 2025, mas também o “taxa de acesso”ou seja, a proporção de alunos que ingressam em 2de que as escolas secundárias apoiam até a obtenção do bacharelado, independentemente do número de anos (e, portanto, de repetência) necessários. Para cada estabelecimento, o DEPP estabelece um “valor acrescentado” calculando a diferença entre as taxas observadas e aquelas “esperado” no que diz respeito ao perfil dos alunos de cada ensino médio.
Um aluno entrando em 2de depois de já ter repetido um ano, por exemplo, tem 84% de chances de obter o bacharelado geral e tecnológico, contra 96% dos demais. Um adolescente de origem social muito favorecida tem mais de 98% de chance de sucesso, em comparação com 91% para um estudante desfavorecido do ensino médio.
“Trata-se de proporcionar uma visão mais completa, mais relevante e mais justa da atuação dos estabelecimentos, pois as taxas brutas dependem fortemente de fatores externos e não permitem diferenciar o que é devido ao ensino médio daquilo que diz respeito às competências desenvolvidas pelos alunos antes de ingressar nele”explica Magda Tomasini, chefe do DEPP.
Ao cruzar os indicadores, o Ministério da Educação Nacional identifica cinco categorias de escolas secundárias, representadas no gráfico abaixo.
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