Atualizado de seis em seis anos, um estudo da empresa de consultoria e auditoria EY sobre as indústrias culturais e criativas (ICC) agrega dez setores – artes visuais e património, audiovisual, cinema, videojogos, livros, música (gravada e ao vivo), artes performativas, imprensa, publicidade e rádio – para dar uma ideia deste amplo setor. De acordo com a última publicação tornada pública na quarta-feira, 10 de dezembro, estes ICC geraram 102,7 mil milhões de euros de volume de negócios em 2024 e empregam diretamente cerca de 586 mil pessoas. Sem contar os 463 mil empregos indiretos com fornecedores e prestadores de serviços.
Por iniciativa da associação We are creative, que reúne sindicatos e federações da ICC, o âmbito mudou um pouco, explica Marc Lhermitte, sócio da EY. O estudo, portanto, não é comparável ao de 2019. Contudo, é a escolha extremamente ampla de sectores incluídos neste estudo que pode levantar questões. O peso inesperado das artes visuais e do património (22,3 mil milhões de euros de volume de negócios) explica-se porque tem em conta “a fotografia, parte da arquitetura, da decoração de interiores, do design, do artesanato, do mercado de arte e dos museus”, ele enfatiza. Um inventário ao estilo Prévert que reflecte uma noção extensa, para dizer o mínimo, de “artes visuais e património”.
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