A LISTA DA MANHÃ

Imagem do filme “Um Dia com Meu Pai”.

Da ruralidade quase imemorial do Alentejo, em Portugal, em As estações, por Maureen Fazendeiro, à aristocracia capitalista nova-iorquina de O Herdeiro Supremo, de John Patton Ford, através do fenômeno dos ídolos pop japoneses em Amor em julgamento, de Koji Fukada, o cinema desta semana examina algumas particularidades locais cheias de contrastes.

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“As Estações”: memória e território

No cinema, adotamos o hábito muito conveniente de dividir os filmes em duas categorias distintas: ficção de um lado, documentário do outro. Felizmente, ainda temos cineastas que traçam outras linhas divisórias, como Maureen Fazendeiro faz com As estações.

O filme é inteiramente dedicado a um lugar: a região do Alentejo, que abrange grande parte do sul de Portugal, conhecida, entre outras características, pelos seus ricos vestígios megalíticos. É um filme sem tema aparente, no máximo um passeio. Digamos, em vez disso, que o cenário não é outro senão o próprio território, com os seus caminhos, os seus relevos, as suas lendas, como uma grande escrita ao ar livre.

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