Um cartaz divulgando o papel de Aidroos Al-Zubaidi, chefe do Conselho de Transição do Sul (CTE) do Iémen, em Áden, 7 de janeiro de 2026.

O general fugiu. Seus perseguidores afirmam que ele está exilado no exterior. Os seus apoiantes garantem que ele permaneça em Aden, a grande cidade portuária no sul do Iémen, sobre a qual Aidroos Al-Zubaïdi ainda reinava na terça-feira, 6 de janeiro, antes de o governo o acusar de “traição”. Mas a cidade já não pertence mais a ele. Várias fontes locais relatam saques na sede do seu movimento político, o Conselho de Transição do Sul (STC). Os depósitos de armas teriam sido esvaziados. Aden teme que uma nova guerra civil ecloda dentro dele.

Este declínio é rápido para um homem que conseguiu, em Dezembro de 2025, unificar sob o seu controlo todas as províncias do antigo Iémen do Sul. Ele havia jurado reviver esta república socialista independente da época da Guerra Fria, entre 1967 e 1990. Pressionado pelos Emirados Árabes Unidos, que a armavam há uma década, Aidroos Al-Zubaïdi, 58 anos, conquistou em poucos dias, quase sem lutar, as vastas províncias desérticas e produtoras de petróleo do Oriente, tornando-se mestre em cruzar 700 quilómetros da fronteira saudita.

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