Injeção de lenacapavir na clínica Phedisong em Ga-Rankuwa, Pretória (África do Sul), 2 de dezembro de 2025.

Participe na saúde global, mas para servir os seus próprios interesses. Esta é a direção que a administração Trump escolheu depois de ter desmantelado, desde as primeiras horas da posse, os principais compromissos dos Estados Unidos na cena internacional em termos de saúde. Foi assim que o lenacapavir, um tratamento anti-retroviral que promete acelerar a luta contra a SIDA, conseguiu ser distribuído a partir de 1er Dezembro na Zâmbia e em Eswatini, menos de seis meses após o produto ter sido autorizado pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA.

Um verdadeiro recorde tornado possível pela acção conjunta do Fundo Global, do laboratório Gilead, que fabrica o produto, e do programa Pepfar, um dos pilares da luta contra a SIDA que a administração Trump, no entanto, se esforçou por desmantelar em Janeiro. “Os Estados Unidos têm orgulho de apoiar este avanço biomédico americano e (…) de fornecer um investimento catalisador para facilitar a sua adoção em larga escala em todo o mundo”cumprimentou Jeremy Lewin, alto funcionário responsável pela ajuda externa, assuntos humanitários e liberdade religiosa, no dia 18 de Novembro, quando as primeiras doses foram entregues a África – com uma meta de 2 milhões de doses até 2028. Uma acção, dois resultados: lutar contra o VIH e abrir um novo mercado para um grande laboratório americano.

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