Dez dias após a morte do activista radical de extrema-direita Quentin Deranque, é o próprio Emmanuel Macron quem apoia a resposta do governo à tragédia que se tornou o símbolo do ressurgimento da violência política em França.
O Chefe de Estado convocou, terça-feira, 24 de fevereiro, uma reunião interministerial no Eliseu, com o Ministro do Interior, Laurent Nuñez, o Ministro da Justiça, Gérald Darmanin, a porta-voz do governo, Maud Bregeon, e atores de inteligência. Anunciado inicialmente, o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, foi substituído pelos seus assessores – ele já havia se comprometido a ir à Feira Agrícola.
O que está em jogo nesta cimeira? Mostre que o executivo abordou o assunto “ultra movimentos” seriamente, além dos eventos atuais. “Isso é algo que está ancorado pelo presidente há vários anos”, afirma para Mundo um dos participantes na reunião, acrescentando que desde a eleição de Emmanuel Macron em 2017, vinte e quatro grupos ligados ao “subversões violentas” foram dissolvidos (dezenove para a ultradireita e cinco para a ultraesquerda).
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