David Cluzeau, presidente da União dos Empregadores da Economia Social e Solidária (Udes), em Paris, 27 de março de 2025.

Enquanto a Economia Social e Solidária (EES) está preocupada com os cortes que lhe dizem respeito nos textos orçamentais do governo, os seus intervenientes trabalham para melhorar a situação dos seus funcionários. Segunda-feira, 8 de dezembro, o Sindicato dos Empregadores da Economia Social e Solidária (Udes) deve assinar um acordo multiprofissional com os sindicatos do setor “sobre as transições demográficas”. O texto deverá ser rubricado pela CFDT, FO, CFE-CGC e CFTC, mas não pela CGT.

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Este é o décimo acordo que os parceiros sociais do SEE se preparam para assinar desde 2006, um sinal da vitalidade da negociação colectiva no sector. Porém, com um limite. Tal como os anteriores, este compromisso não será vinculativo para as empresas. “É um acordo-quadro cujo objetivo é incentivar a negociação nos setores profissionais sem se impor diretamente aos empregadores”explica o presidente da Udes, David Cluzeau.

O texto centra-se em toda a duração das carreiras profissionais e deverá permitir melhorar a atratividade do SEE. “O objetivo é descobrir como, com orçamentos menores que os do lucrativo setor privado, nossas empresas podem atrair e reter funcionários”resume David Cluzeau. Porque o sector, que tem 220 mil empresas em França, para cerca de 2,7 milhões de empregados, terá de enfrentar, como todos os outros sectores da economia, reformas massivas – um quarto dos empregados até 2030. “A transição demográfica irá perturbar toda a relação com o trabalho, sublinha David Cluzeau. Não podemos pensar no trabalho sem essas transformações com os funcionários idosos, a coorte de cuidadores familiares que irão se instalar. »

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