A informação causou pânico no mundo da segurança cibernética. No final de março, um vazamento de dados da startup americana de inteligência artificial (IA) Anthropic revelou a existência do Mythos, um modelo de IA inédito capaz de detectar vulnerabilidades em códigos de computador. Muitos temiam então a chegada ao mercado de uma arma formidável em benefício dos hackers.
As intenções da Antrópica são tranquilizadoras, pelo menos parcialmente. A empresa por trás do agente conversacional Claude anunciou na terça-feira, 7 de abril, que queria limitar o acesso a este modelo, que apresenta como ultrassofisticado. Apenas alguns parceiros, incluindo alguns dos maiores produtores de software do mundo (Microsoft, Linux Foundation, Apple, Cisco, etc.), terão acesso – como parte de uma iniciativa chamada Project Glasswing – a uma versão preliminar do Mythos para que possam identificar e corrigir vulnerabilidades no seu código informático.
Cerca de quarenta outros sócios, cujos nomes não foram revelados, mas que “construir ou manter infraestrutura crítica de software”também terá acesso ao Mythos. A Anthropic anuncia também a oferta do equivalente a 100 milhões de dólares (86 milhões de euros) em créditos pela utilização dos seus sistemas.
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