O esquiador francês Alexis Pinturault, em Courchevel (Savoie), 17 de março de 2022.

Dezessete anos e um dia depois de sua primeira participação na Copa do Mundo, Alexis Pinturault anuncia que vai guardar os esquis. “A ideia, para mim, é me afastar e seguir em frente. É o momento certoanunciou, sábado, 14 de março, em sua estância de Courchevel (Sabóia), o esquiador francês, que comemorará seu 35º aniversário, sexta-feira, 20 de março. Pensei muito desde que voltei da lesão, especialmente desde o ano [2025]. Desde o início eu sabia que esta temporada seria a última, mas não queria anunciá-la tão cedo. »

Detentor do melhor histórico do esqui alpino francês, com 34 vitórias em Copas do Mundo, três medalhas olímpicas e dois títulos mundiais, Alexis Pinturault encerrará a carreira após o último gigante da temporada, terça-feira, 24 de março, em Lillehammer (Noruega).

Depois de duas últimas temporadas prejudicadas por graves lesões no joelho (esquerdo, em 2024, e depois direito, em 2025), sonhava com uma participação definitiva nos Jogos Olímpicos (JO). Porém, o saboiano, que rivaliza com Jean-Claude Killy no panteão do esqui francês – se tiver mais sucesso na Copa do Mundo, terá perdido o ouro olímpico – não foi selecionado, no final de janeiro, para disputar as Olimpíadas de Milão-Cortina. Lá “corrida contra o tempo” de quem não esperava “sem privilégio” voltar a ser suficientemente eficiente e conquistar uma vaga na seleção francesa terminou antes do fim.

Curva íngreme

“Se não conseguirmos mais encontrar a razão, ou uma razão suficiente [pour continuer]é hora de virar esta famosa página. Acho que é onde estou hoje.”explicou o interessado no sábado. É em Courchevel, em casa, que Alexis Pinturault terá vivido a apoteose da sua imensa carreira, ao conquistar o terceiro título mundial, em 2023.

Posteriormente, aquele que venceu em cinco modalidades (slalom, gigante, super-G, combinado e paralelo) deu uma guinada abrupta, abandonando o slalom para tentar vencer uma descida, disciplina rainha do esqui alpino e a única em que o versátil Savoyard nunca venceu.

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Não há dúvida de que o esquiador francês com mais largadas (355) e sucessos em Copas do Mundo virará a página sem se despedir de seu público. Se deixar a pista no dia 24 de março, após a final da Copa do Mundo na Noruega, país de sua mãe, Alexis Pinturault fará a largada, no domingo, do super-G em Courchevel – balneário onde cresceu – como estreia, diante de seus entes queridos e de seus fãs.

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