Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, em Brasília, 9 de março de 2026.

A presidência sul-africana anunciou quinta-feira, 26 de março, à Agência France-Presse (AFP) que o presidente Cyril Ramaphosa já não foi convidado pela França para participar na cimeira do G7 que se realizará em junho em Evian, devido à pressão americana.

A África do Sul tem sido alvo do presidente norte-americano desde o seu regresso à Casa Branca, que acusa Pretória de uma alegada perseguição aos agricultores brancos e censura-a pela sua denúncia de actos de genocídio contra Israel na sua guerra em Gaza, apresentada perante o Tribunal Internacional de Justiça.

“Aprendemos que, devido à pressão contínua, a França teve de retirar o seu convite à África do Sul para participar no G7”disse o porta-voz presidencial sul-africano, Vincent Magwenya, à Agence France-Presse. “Disseram-nos que os americanos ameaçaram boicotar a cimeira do G7 se a África do Sul fosse convidada”acrescentou.

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Donald Trump boicotou a cimeira do G20 realizada em Joanesburgo, em Novembro, e desde então excluiu a África do Sul do trabalho do grupo do qual os Estados Unidos ocupam a presidência rotativa este ano.

Foi o Presidente Emmanuel Macron quem, durante a cimeira do G20 na África do Sul, convidou pessoalmente Cyril Ramaphosa para participar no G7, recorda Pretória. O G7 reúne sete dos países mais industrializados do planeta. O trabalho do grupo é regularmente estendido a países convidados, como este ano Brasil, Índia e Coreia do Sul.

A decisão de não convidar mais o chefe de estado sul-africano “não terá impacto na solidez e na proximidade da nossa relação bilateral com a França”disse o porta-voz. “Independentemente de todos estes desenvolvimentos, a África do Sul continua empenhada em manter um diálogo construtivo com os Estados Unidos. A relação diplomática entre os Estados Unidos e a África do Sul existia antes da administração Trump e sobreviverá ao actual mandato na Casa Branca”acrescentou Vincent Magwenya.

O mundo com AFP

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