Este artigo vem da revista Les Dossiers de Sciences et Avenir n°224 de janeiro/março de 2026.

Os aceleradores de partículas tornaram-se os scanners de alta densidade dos arqueólogos. Sem a necessidade de abrir ou riscar um objeto, permitem datá-lo, acessar sua composição química e visualizar seu conteúdo em alta resolução, ou seja, ver o invisível.

Um bombardeio de partículas

O princípio de funcionamento consiste em bombardeá-lo com um feixe de partículas (íons, prótons, núcleos de deutério ou hélio) previamente acelerados a alta velocidade em um anel. A interação entre partículas e matéria provoca emissões de raios X e raios gama, medidas por detectores que fornecem informações sobre a composição química e estrutura do objeto.

Diversas técnicas são utilizadas pelos pesquisadores para analisar sinais, incluindo tomografia (imagens transversais) e espectrografia (composição).

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Síncrotrons, poderosos aceleradores de partículas

Sob o Louvre, o Novo Aglaé, único acelerador de partículas do mundo instalado num museu, permitiu, entre outras coisas, descobrir que as pérolas dos túmulos neolíticos de Carnac provinham do sudoeste de Espanha.

Os síncrotrons são aceleradores de partículas que produzem raios X muito poderosos. O do ESRF (Instalação Europeia de Radiação Síncrotron) em Grenoble revelou que os papiros trazidos do Egito por Champollion seriam compostos por três camadas, revelando ao mesmo tempo a composição de seus pigmentos.

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