Não é verdade “aumento democrático”. A segunda volta das eleições autárquicas, domingo, 22 de Março, parece, tal como a primeira, marcada por uma forte abstenção. Às 17h00, apenas 48,10% dos inscritos nas listas eleitorais tinham votado, segundo o Ministério do Interior. A participação é ligeiramente inferior à do primeiro turno da mesma época (48,90%). Caiu mais de 4 pontos em relação ao segundo turno das eleições municipais de 2014, ainda no mesmo horário (52,36%).

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Este nível baixo anuncia para o dia um novo pico histórico de abstenção nas eleições autárquicas, excluindo a crise sanitária. Mais uma prova do “profunda transformação da relação com as urnas” em andamento desde a década de 1990, estima o sociólogo Vincent Tiberj, professor da Sciences Po Bordeaux.

Em 2020, a participação no segundo turno das eleições municipais foi ainda mais reduzida. Foi limitado a 34,67% às 17h e 41,6% ao longo do dia, inédito no Ve República para este tipo de eleições, geralmente bastante mobilizadoras. Este resultado esteve em grande parte ligado à situação excepcional que então prevaleceu. Numa França em plena pandemia de Covid-19, a segunda volta foi adiada por vários meses, e organizada em junho, entre dois confinamentos. Por medo de serem contaminados, muitos idosos ou fragilizados preferiram ficar em casa.

Alexandre Victor, 27 anos, empresário em Paris, 22 de março de 2026.

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