Numa assembleia de voto em Lima, domingo, 12 de abril.

A eleição presidencial no Peru será prorrogada. Marcada para domingo, 12 de abril, a votação continuará na segunda-feira em diversas mesas de voto, devido a perturbações na entrega de material eleitoral. Cerca de 63 mil eleitores – dos 27 milhões convocados às urnas – não puderam votar no domingo para eleger presidente e parlamentares, informou o Júri Nacional Eleitoral (JNE).

Tendo o seu centro de votação permanecido fechado durante todo o dia, a polícia e os investigadores tiveram que se deslocar às instalações da autoridade eleitoral (ONPE), no âmbito de uma investigação. O dia foi marcado por longas filas de eleitores exaustos em frente a centros fechados, que acabaram por não poder votar, bem como por acusações infundadas de fraude.

O ex-prefeito de Lima Rafael Lopez Aliaga denunciou, durante entrevista coletiva, “fraude eleitoral gravíssima” e ligou “à mobilização cidadã”. “O poder executivo cumpriu estrita e responsavelmente o seu mandato constitucional de garantir a ordem, a segurança e a proteção dos materiais eleitorais”respondeu a presidência peruana.

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Trinta e cinco candidatos, um número sem precedentes

A votação, marcada por um número sem precedentes de candidatos, 35 no total – incluindo a candidata de direita Keiko Fujimori, o comediante Carlos Alvares e o centrista octogenário Ricardo Belmont – decorreu num contexto de crescente criminalidade.

Diante desta insegurança, os candidatos multiplicaram propostas radicais: construção de prisões na selva, rodeadas de cobras venenosas; bônus para policiais que matam criminosos; restabelecimento da pena de morte…

Mas as eleições também são marcadas por um contexto de forte rejeição aos líderes políticos. O Peru teve oito presidentes desde 2016, metade dos quais sofreram impeachment pelo Parlamento. Quatro ex-chefes de estado estão presos.

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O mundo com AFP

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