Quando o tesouro de guerra do predador mais experiente no mercado parisiense está transbordando de dinheiro, isso inevitavelmente causa preocupação. Os cerca de 5,6 mil milhões de euros de caixa mantidos no balanço do grupo Bolloré em 31 de dezembro de 2025, na sequência da venda das suas atividades logísticas, suscitaram muita especulação nos últimos meses sobre o próximo alvo de Vincent Bolloré.
No final de Março, porém, para surpresa de todos, o grupo bretão anunciou que utilizaria as suas reservas para distribuir um dividendo excepcional de 4,2 mil milhões de euros. Não sendo suficiente para tranquilizar potenciais presas, a maior parte deste capital irá reabastecer o ciclo de controlo do império Bolloré. E agora surge a perspectiva de um novo lucro inesperado para o grupo Bolloré se a venda do Universal Music Group (UMG), do qual detém 18%, for concretizada.
O financista americano Bill Ackman, fundador do fundo alternativo Pershing Capital, divulgou, nesta terça-feira, 7 de abril, uma oferta indicativa de “combinar” A UMG e uma empresa listada em Nova York chamada “Pershing Square SPARC Holdings”, um daqueles veículos financeiros que prosperam em Wall Street, criado justamente para financiar aquisições (em inglês empresas de aquisição de propósito específicoPSPC). Esta oferta avaliaria a meta em 55 mil milhões de euros.
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