Em maio de 2004, a Federação Caledônia de Futebol aderiu oficialmente à Federação Internacional de Futebol (FIFA), permitindo assim que a Nova Caledônia competisse em competições mundiais, apesar de ser um território ultramarino francês. Vinte e dois anos depois, sua seleção poderia obter a primeira qualificação para a Copa do Mundo, desde que vencesse pela primeira vez a Jamaica, na noite de quinta-feira, 26 de março, para sexta-feira, 27 de março, na semifinal dos play-offs intercontinentais.
Se vencerem no estádio Akron, em Guadalajara (México), os Cagous terão então que vencer na final contra a República Democrática do Congo, terça-feira, 31 de março, para se classificarem. Uma sequência de duas partidas nada fáceis para a Nova Caledônia, 150ª nação do ranking da FIFA, que ainda sonha em participar do torneio global, que será realizado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
“Jogar pela seleção é representar todo o povo da Nova Caledônia, que ficaria muito feliz se fôssemos à Copa do Mundo”declara o capitão do Cagous, César Zeoula, ciente de que a qualificação seria vivida como um grande momento no Caillou. Porque, na Nova Caledônia, “o campo desportivo é um lugar central na vida comunitária Kanak e pontua a vida colectiva dos bairros operários de Nouméaexplica Nathanaëlle Soler, antropóloga do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento. O futebol ressoa com a identidade e as raízes locais da juventude da Oceania. As partidas são bem concorridas nas aldeias ou bairros. »
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