O machado caiu oficialmente neste domingo, 29 de março de 2026, com a publicação de um decreto que estabelece a extinção do Instituto Nacional do Consumidor. A famosa revista tem agora algumas semanas para encontrar um comprador privado, caso contrário desaparecerá definitivamente das bancas.

É uma página importante que está virando para 60 milhões de consumidores. O decreto publicado no Diário Oficial e assinado por Sébastien Lecornu e Serge Papin regista a liquidação do Instituto Nacional do Consumidor a partir de 31 de março de 2026. O texto prevê a nomeação de um síndico por nove meses, responsável nomeadamente por garantir a continuidade da atividade da imprensa durante a procura de um comprador privado. O calendário é apertado uma vez que este administrador tem três meses para recolher as ofertas, com possibilidade de prorrogação se necessário. Se nenhuma proposta for considerada satisfatória, ele poderá simplesmente encerrar a atividade de imprensa do mês.

Um custo financeiro que é debatido

Esta decisão deixa cerca de sessenta colaboradores em grande incerteza e reacende a polémica sobre o custo da operação. O governo estima em 8 milhões de euros, enquanto a CFDT avança 11 milhões de euros. O assunto é tanto mais sensível quanto a estrutura voltou ao verde em 2025, com um lucro de 236 mil euros, depois de um défice no ano anterior. O ministério garante, por sua vez, que a escolha do comprador será feita no interesse do título e diz estar a estudar vários cenários, incluindo aquisições por parte de intervenientes privados, associações ou dos próprios funcionários.

O desafio editorial

O potencial desaparecimento desta equipa editorial, ou a sua aquisição por interesses privados, levanta preocupações sobre o futuro da sua independência editorial. A revista há muito que se destaca pelas suas pesquisas e benchmarks, com posicionamentos por vezes duros sobre determinados produtos tecnológicos, sejam smartphones Google Pixel ou modelos Xiaomi e Honor. O risco, para a redação, é ver esta linha independente enfraquecida por um comprador com interesses económicos divergentes.

O jornalista e representante sindical Lionel Maugain alerta para a angústia editorial face a esta privatização forçada: “Devemos garantir a independência do título a nível jurídico e editorial, para não se tornar um órgão de opinião. »

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Fonte :

RFI

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